O Flagelo dos Jacintos

Este texto serve como base de conhecimento, para um flagelo que se repete ano após ano, desde a conclusão dos trabalhos do ” Plano Hidrográfico do Rio Mondego”, obra de vital importância para a regularização deste rio, e áreas adjacentes.

Tendo tido a necessidade de se construir um novo leito do Rio Mondego, no sentido de se anular definitivamente o flagelo das cheias, cenário tão comum naquela zona, ficou o antigo leito à mercê da proliferação de espécies invasoras, como p/ ex. os “jacintos d´água”. Este processo de crescimento levou algum tempo, até que ultimamente e sempre em períodos de maior pluviosidade, e subsequente aumento do caudal das águas, esta planta desloca-se do seu “berço natural” e empreende uma viagem até à Foz do Mondego.

Estamos a falar de áreas enormes, com um peso significativo, que arrastam tudo à sua passagem. Na Figueira da Foz, é habitual verem-se a deambular no estuário do Mondego, sendo um dos locais de deposição a Marina desta cidade, onde atingem uma área muito considerável, cobrindo praticamente a sua totalidade. Este ano em especial, e com a agravante do colapso da margem direita do Mondego, todo este material, veio acompanhado com material lenhoso.

Sendo a Figueira da Foz, uma das zonas por excelência do nosso turismo nacional, com milhares de visitantes a confluir no período festivo, Natal, e Ano Novo, considerasse de uma falta de respeito, e consideração, permitir que uma das melhores Marinas de Portugal, tivesse aquele aspecto desolador, com comentários deveras depreciativos, dos que por ali passavam. O problema não era recente, e já se prolongava por mais de três semanas, sem nada ser feito, por parte da Administração Portuária, entidade exclusivamente responsável por aquela zona. Claro está, que à actual Administração não se lhe pode ser imputada toda a responsabilidade, pois nas anteriores, confrontadas com o mesmo problema, nada fizeram, ou melhor, deixaram que os elementos naturais ( marés, e ventos) se encarregassem disso! E a APA, e o Ministério do Ambiente nada têm a dizer sobre isto!

A concluir:

Fica a imagem negativa da cidade, ficam os prejuízos para os proprietários das embarcações, fica a suspensão das actividades desportivas, ( vela e remo), fica a perda de várias espécies de fauna marinha ( carência de oxigénio), fica o testemunho da falta de meios por parte das entidades publicas, e fica a esperança que este “drama” não se volte a repetir.

Marina_2020

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