Marina da Figueira da Foz

Desde há muito que se fala duma eventual concessão a privados da exploração da Marina da Figueira da Foz.

O assunto nos últimos tempos tem ganho proporção, tanto mais, que o referido equipamento que compõe aquele espaço demonstra sinais evidentes de grande desgaste e necessita duma séria intervenção de modo a permitir que a Marina continue a prestar condignamente os serviços a que se destina, nomeadamente, assegurar a atracagem de embarcações de recreio náutico de vário tipo e dimensões, onde os passadiços, os pilares de suporte, as linhas de fornecimento de electricidade e água devem estar em perfeitas condições de segurança e funcionamento, assim como, existe uma necessidade periódica de manter limpo e dragado todo aquele plano de água.

A Marina da Figueira da Foz é considerada uma estrutura de média dimensão, condicionada por uma barra portuária com grande agitação marítima, vista como uma valência predominantemente doméstica, sobretudo, utilizada pelos residentes locais e dos concelho limítrofes, à excepção dos meses de verão onde acolhe utentes oriundos de várias partes do mundo em rota de passagem e que regra geral nela acostam para uma ou duas pernoitas.

Não se trata pois duma Marina concorrida o ano inteiro, o que não a torna um produto apetecido para os grandes investidores particulares ligados ao sector, devido ao facto de não se mostrar um equipamento muito rentável em termos económicos, sendo, no entanto indiscutível que se trata, ainda assim, duma grande valia para a cidade, concelho e região.

O CNAFF que há mais de 40 anos vem intervindo naquela área em virtude da actividade que desenvolve ao nível do recreio e competição náutica, nunca escondeu o seu interesse em explorar aquele equipamento, porquanto, a sua proximidade com o meio, seja na sua utilização permanente, seja através do apoio que ali vem prestando, confere-lhe um conhecimento profundo sobre toda aquela realidade.

Atento ao acima exposto, o CNAFF entende que aquela Marina ao contrário de poder vir a ser objecto duma eventual concessão, cujo processo corre o risco de se arrastar no tempo e não avançar por falta de interessados privados, dada a sua parca competitividade económica, mostrar-se-ia preferível que fosse equacionada uma parceria formada entre esse Clube, a entidade portuária e a Câmara Municipal, no sentido de se encontrar um modelo de gestão tripartida, delegando-se no CNAFF a administração do espaço contando com a supervisão da APFF e CMFF e no que respeita ao aspecto da logística e da manutenção necessária para garantir o bom funcionamento daquela infra estrutura pública.

Marina

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